A solidão dos números primos – 1st class books

Depois de um mês sem livros por aqui, quero contar pra vocês de um dos que eu li nesse período. “O romance A solidão dos números primos recebeu o prêmio Stregga e a menção honrosa do Campiello, os dois prêmios mais importantes da Itália, onde já foi lido por mais de um milhão e 300 mil pessoas – marca que o elevou ao topo da lista dos mais vendidos.” Depois de ver muito o livro em lugar de destaque nas livrarias por aqui, resolvi comprar e também adorei a história, por isso recomendo pra vocês.

Como eu não sei contar histórias muito bem, “roubei” essa sinopse do site da Saraiva:

“[…] Ao se concentrar na história de Alice e Mattia, os dois protagonistas, o autor faz também um relato da pequena burguesia italiana em capítulos que vão de 1983 a 2007, […]. Dois acidentes dão a partida à cadência da trama: Alice é uma menina que fora forçada pelo pai a ser uma brilhante atleta. Em um dia de treino, sofre uma queda que a deixará marcada para sempre. Mattia é um pequeno gênio da matemática. A caminho de uma festinha de aniversário, deixa a irmã gêmea, da qual se envergonha, sozinha num banco de praça e nunca mais a vê.

Marcados por suas histórias e um sentimento permanente de inadequação, Alice e Mattia se conhecem na escola e, desde então, ficam cada dia mais unidos. A fixação por belas imagens faz com que Alice torne-se fotógrafa. Mattia tem uma maneira particular de ver o mundo, sempre por teoremas matemáticos – e não por acaso torna-se um brilhante cientista. E é assim, através do olhar aguçado de Alice e das hipóteses lógicas de Mattia, que Giordano conduz a narrativa densa e sensível de seu premiado romance de estreia.

Segundo o autor, os protagonistas “são típicos representantes de uma burguesia abastada, que dá conforto aos filhos, mas os deixa sozinhos”. É de maneira cortante que Giordano dá conta desta solidão – como ao descrever o pai que não se dá ao trabalho de tirar o cinto de segurança para dar um beijo no filho, ao deixá-lo na escola. Ou a família que não percebe a anorexia da filha, disfarçada por uma barreira de copos diante de um prato de refeição intocado.”

Lindo e tocante, eu adorei e faço coro com a critica e com os leitores.

After 1 month without the 1st class books section, I would like to share with you one of them that I have read throughout this month. The romance ‘The solitude of prime numbers’ received the ‘Premio Strega’ and the ‘Premio Campiello’, two of the most important literary prizes in Italy, and it has been read by more than 1.3 million people – a mark that put this book in the ‘most sold’ book charts. After seeing this book in the top list of several book stores here in Italy, I decided to buy it, and loved the story, and that is why I am recommending it to you.
Since I am bad at telling stories, I ‘stole’ this synopsis from the website of one of the biggest Brazilian book stores Saraiva:
“[…] When pulled into the story of Alice and Mattia, the two protagonists, the author also portrays the small Italian bourgeoisie between the chapters, ranging from 1983 to 2007, […]. Two accidents give a start to the decadence of the story: Alice is a girl who was forced by her dad to become an excellent athlete. On a training day, she injures herself from a fall, something that will mark her forever. Mattia is a little genius in Mathematics. While on his way to a birthday party, he leaves his twin sister, who he is ashamed of, alone in a park bench and never sees her again.
Marked by their histories and constant feeling of ‘not-belonging’, Alice and Mattia meet in school, and from then on, become even more united. An obsession for beautiful pictures turns Alice into a photographer. Mattia sees the world in a very particular way, always through mathematical theorems – and, not by accident, becomes a brilliant scientist. And like this, through the acute eye of Alice and the logical hypotheses of Mattia, that Giordano narrates densely and sensitively his awarded romance.
According to the author, the protagonists are “typical representatives of a bourgeoisie, that comforts its children, but leave them alone”. In a very aggressive way, Giordano speaks about this loneliness – like when he describes the father that does not bother in unbuckling his seat belt to kiss his son goodbye when dropping him off in school. Or the family that does not realize the anorexia of their daughter, shadowed by a line of cups blocking the untouched plate of food.”
Beautiful and touching, I loved it and I highly recommend to our readers.

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