Made in Somewhere

Outro dia li esse texto no blog Gestão do Luxo, da Faap, e ele ficou salvo nos meus rascunhos, enquanto eu pensava sobre ele. Estudando na Italia, fica evidente que o país se esforça bastante pra manter a tradição e promover a marca “Made in Italy”, mas eu queria saber o que vocês, leitores do PutMe e possivelmente consumidores de produtos de luxo, acham desse fragmento do texto do André Cauduro D’Angelo.

“A questão é: em uma época na qual o luxo deixou de ser uma atividade artesanal e diletante para se tornar um negócio industrial, o país de origem de um determinado produto ainda constitui vantagem competitiva?
A resposta é sim, constitui – mas essa é uma vantagem que vem diminuindo com o tempo. Afinal, habilidades artesanais podem ser difíceis de copiar, mas estruturas industriais e tecnológicas, nem tanto. Uma vez que o processo de produção ganhe escala, torna-se mais fácil reproduzir os fatores críticos de sucesso de uma fabricante consagrada, mesmo que seu know-how remonte a décadas ou séculos. Tanto é assim que muitos produtos que recebem assinatura “made in” de nações européias tradicionais são feitos, na verdade, em países de mão-de-obra barata da Ásia e do Leste Europeu.
A tendência é que os países passem a servir menos como endosso para produtos específicos e mais para um conjunto de produtos promovidos com base em atributos genéricos – como tecnologia, design, matéria-prima. O expertise nacional deixará pouco a pouco de se restringir a uma categoria de bens específica para tornar-se mais abrangente.”

Vocês dão importancia ao país de origem de um produto de luxo?

(Leia o texto completo aqui)

The other day I read this Luxury Management blog from Faap, and it was saved in my drafts while I thought about it. Studying in Italy, it is evident that the country is highly striving to keep the tradition and promote the brand “Made in Italy”, but I was wondering what you, the readers of PutMe and possibly consumers of luxury goods, think of this fragment of text by Andre Cauduro D’Angelo.

“The question is: in a time when luxury is no longer a dedicated craft and has become an industrial business, is the country of origin of a particular product still a competitive advantage?
The answer is yes, it is – but this is an advantage that is decreasing with time. After all, craft skills can be difficult to copy, but technological and industrial structures not. Once the production process gains economy of scale, it becomes easier to replicate the critical success factors of a dedicated manufacturer, even if their expertise dates back to decades or centuries. So much so that many products that are signature “made in” traditional European nations are made, in fact, in countries with cheap labor from Asia and Eastern Europe.
The trend is that countries spend less to serve as endorsements for specific products and more for a set of promoted products based on generic attributes – such as technology, design, and raw materials. The national expertise gradually ceases to be restricted to a specific category of goods to become more inclusive. ”

Do you give importance to the country of origin of a luxury product?

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